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“A CHUPETA: O que toda mãe (e pai) deveria saber antes de oferecer uma chupeta para o seu bebê” (Resumo) – Parte 2

21 de setembro de 2016   

Hoje daremos continuidade ao post anterior, com informações valiosas que ajudarão você a decidir sobre oferecer ou não a chupeta ao seu bebê.

 

A chupeta não é menos nociva do que o dedo: O bebê chupa o dedo desde a barriga e, durante o seu desenvolvimento, especialmente nos períodos de desconforto e irritação provocados pela erupção dentária (que inicia a partir dos 4-6 meses até em torno dos 3 anos, quando a dentição decídua está completa), é normal que ele leve um ou mais dedos à boca. Nessa fase devemos proporcionar variedade de estímulos, como alimentos de consistência dura, mordedores, além de brincadeiras diversas, atenção, carinho, paciência e peito; a fim de que o hábito cesse espontaneamente.

 

Os bicos ortodônticos prejudicam mais no aspecto funcional do que os convencionais: Não existem evidências que comprovem substancialmente a existência de vantagens reais nos bicos anatômicos ou ortodônticos. Embora sejam potencialmente menos nocivos em relação às alterações dentárias, chupetas ortodônticas mantêm o dorso ainda mais elevado e a ponta da língua ainda mais baixa e mais posteriorizada do que o bico comum.

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Representa uma das causas da Síndrome do Respirador Bucal: Quando a criança respira pela boca pode ter o seu desenvolvimento comprometido pelas inúmeras consequências que isso acarreta ao organismo como um todo. O ar inspirado pela boca não sofre o processo de filtragem, aquecimento e umedecimento fisiológicos, deixando o sistema respiratório mais vulnerável a doenças em geral, além de outras consequências como alterações posturais.

 

Cria-se um hábito de difícil remoção: A remoção repentina ou abrupta da chupeta pode gerar efeitos psicológicos complexos e que pode levar à substituição por hábitos de sucção de dedo, lábio, língua, roer unhas ou outros. Esses hábitos podem ser substituídos ao longo da vida por comer, fumar ou outros transtornos compulsivos, segundo a teoria psicanalítica (freudiana).

 

 “Chupetar” peito não existe!  Dizer que o bebê está fazendo o peito de chupeta (“chupetando”), quando na verdade ele está mamando constitui um erro semântico; já que mamar constitui um ato complexo que envolve, não apenas extrair o leite, mas também sugar, estar em contato íntimo com a mãe, e sentir todas as sensações orgânicas e psico-afetivas envolvidas, com suas respectivas repercussões.

 

Considerações sobre a toxicidade e segurança da chupeta: Durante o processamento da borracha natural e a criação da sintética, várias substâncias são adicionadas ao látex com o intuito de conferir maior elasticidade. Em contato com a saliva, esses produtos podem trazer riscos à saúde; além da possibilidade de existirem crianças alérgicas ao látex. Como qualquer outro objeto levado à boca, a chupeta pode servir de veículo para infecções diversas (otite, candidíase, cáries, etc). Outros riscos potenciais são o de acidentes, obstrução das vias aéreas e estrangulamento por cordas amarradas na chupeta.

 

A necessidade de sucção do bebê deve ser suprida no peito: Se o bebê for amamentado e não houver interferências negativas, o próprio desenvolvimento e amadurecimento neuro-funcional se encarregará de fazer com que a necessidade neural de sucção se esgote espontaneamente em torno do final da fase oral. Portanto, nada substitui o ato de mamar no peito, pelo aporte nutricional e imunológico do leite materno, pela troca de afetividade entre mãe e filho e pelo mecanismo de sucção exclusiva que este propicia para um perfeito desenvolvimento. A decisão de introduzir ou não chupeta é da família. Mas cabe aos profissionais oferecerem aos pais subsídios para que tomem uma decisão consciente e informada a esse respeito.

 

Autoria: Andréia Stankiewicz, mãe de Luiza, 3 anos e Pedro, 1 ano; cirurgiã-dentista especialista em odontopediatria e ortopedia funcional dos maxilares, membro do Núcleo de Estudos em Ortopedia dos Maxilares e Respiração Bucal (NEOM-RB).

 

Revisão final: Antonio Fagnani Filho, cirurgião-dentista ortopedista funcional dos maxilares, ortodontista e homeopata, professor de pós-graduação, membro do Núcleo de Estudos em Ortopedia dos Maxilares e Respiração Bucal (NEOM-RB) e da Associação Brasileira Do Sono.

 

Fonte: http://www.cientistaqueviroumae.com.br/blog/textos/chupeta-o-que-toda-mae-e-pai-deveria-saber-antes-de-oferecer-uma-para-seu-bebe-por-andreia-stankiewicz

Chupeta: compartilhando conteúdo valioso sobre o tema!

9 de setembro de 2016   

Hoje nosso post é o compartilhamento de alguns trechos de um artigo feito pela odontologista Andreia Stankiewicz e publicado no excelente Blog “Cientista que Virou Mãe”.  Confira informações valiosíssimas sobre o assunto.

Vamos dividir o tema em duas partes.  A seguir, a parte 1.

Parte 1

A CHUPETA: O que toda mãe (e pai) deveria saber antes de oferecer uma chupeta para o seu bebê” (Resumo) – Oferecer chupeta virou sinônimo de acalmar o bebê, deixando de lado as formas naturais e gentis de lidar com o choro e demandas do bebê. Além disso, a necessidade de sucção no peito passou a não ser plenamente suprida, muito menos as necessidades psico-afetivas do bebê, um ser humano complexo em formação. O motivo do choro fica sem resposta.

Interfere negativamente sobre a amamentação – Estudos mostram que crianças que desmamam precocemente usam chupeta com maior frequência do que aquelas que são amamentadas por um período maior. A sucção de um bico artificial leva à perda da tonicidade e alteração da postura muscular (dos lábios e língua, principalmente), fazendo com que o bebê não consiga manter corretamente a pega do peito.

 

Prejudica a correta maturação funcional do sistema estomatognático – Atrapalha na fala, mastigação, deglutição e respiração da criança. A mastigação perde sua característica normal, afetando diretamente as articulações têmporo-mandibulares e o desenvolvimento das estruturas envolvidas. Existe um consenso na literatura científica de que hábitos de sucção não-nutritivos são potencialmente nocivos para a saúde da criança e que, por isso, devem ser desestimulados ou removidos o mais cedo possível no intuito de minimizar os danos.

 

Altera a postura e tonicidade dos músculos da boca: o uso da chupeta causa alterações no lábio superior e no inferior, na pele do queixo, nas bochechas e na língua.

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Causa deformações esqueléticas na boca e na face: Os ossos da face crescem de forma desarmônica. Os ossos nasais sofrem estreitamento e desvios (desvio de septo) prejudicando também as funções de deglutição, mastigação, fala e respiração e se tornando um obstáculo mecânico à cura de uma série de patologias (especialmente, as “ites” = rinite, sinusite, amigdalite, bronquite, otite, adenóides hipertróficas, etc…). A mandíbula mantém a posição do nascimento, isto é, o queixo não cresce, prejudicando a estética e a fisiologia.

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Não existem no mercado bicos anatomicamente comparáveis ao bico do peito: Já foi demonstrado em estudo realizado com diferentes marcas comerciais disponíveis no mercado que bicos artificiais são significativamente menos elásticos do que o bico do peito, e que o seu comprimento pouco se altera dentro da cavidade bucal, de forma que é a boca que se molda a ele, e não o oposto como ocorre no caso do bico do peito.